21 de outubro de 2011

Um quê de arrogância

Faz sentido separar os humanos de todo o resto da diversidade biológica? O livro ‘O terceiro chimpanzé’, resenhado na CH de junho, busca desfazer a ruptura discreta e arbitrária que isola a humanidade de todos os outros seres vivos.

Por que não nos chamamos de Pan sapiens? Faz sentido promover uma dicotomia entre humanos e o resto da diversidade biológica? Ou isso é apenas arrogância e egocentrismo nosso?

O título do livro enaltece a pequena grandeza das diferenças, comparando genomas do ser humano, o chamado terceiro chimpanzé, com o chimpanzé comum da África tropical e o chimpanzé pigmeu do Zaire.
De leitura fluente, o livro é repleto de passagens interessantes que, juntas, montam umdelicioso convite à reflexão.


O terceiro chimpanzé
                                                                                                 Jared Diamond
                                                                           Rio de Janeiro, Record, 448 p., R$ 59,90


FONTE: Ciência Hoje.

13 de outubro de 2011

Curso de Avaliação de Impacto Ambiental




PÚBLICO-ALVO: graduados universitários interessados em uma capacitação, especialização ou aperfeiçoamento em metodologia e prática da Avaliação de Impacto Ambiental a nível internacional, com um enfoque interdisciplinar.

OBJETIVOS: espera-se que, com a finalização do curso, os participantes estejam em condições de elaborar profissionalmente um estudo de Avaliação de Impacto Ambiental.

EQUIPE DOCENTE: BENGOA Guillermo (Universidades Nac. Mar del Plata e  Centro); ECHECHURI Héctor (Universidades Nac.  Mar del Plata e  Nordeste);  FAZIO Horacio (Universidad de Bs. As.); FERRARO Rosana (Universidades Nac. Mar del Plata e  Centro); GAGGERO Elba (Universidad de Bs. As.); GOMEZ OREA Domingo (Universidad Politécnica de Madrid); GONZÁLEZ ARZAC Felipe (Universidad  Bs. As.); VALLS Claudia (Universidad Bs. As.).

PROGRAMA SINTÉTICO: O impacto ambiental como problema interdisciplinar. Ambiente, Avaliação de Impacto Ambiental [EIA] e Gestão Ambiental. O procedimento da EIA na legislação. O projeto e seus efeitos ambientais. A interação projeto-ambiente. Descrição do meio em uma EIA. Metodologia para a identificação e avaliação de impactos. Conceito e atributos do impacto ambiental. Passivos ambientais. Correção e mitigação de impactos. O Plano de Gestão Ambiental (PGA). Participação cidadã e EIA. Formalização do procedimento de EIA. Os grandes problemas urbanos. Resumo metodológico. Casos de EIA: México, Argentina, Espanha, Uruguai y Peru.

METODOLOGIA: O curso será ministrado pela Internet, via campus virtual ou somente por correio eletrônico para os participantes que assim o prefiram.

CERTIFICAÇÃO: Para obter o Certificado de aprovação os participantes deverão apresentar para sua avaliação os resumos de aula e solucionar um caso prático de Avaliação de Impacto Ambiental, com base nos dados que oportunamente lhes serão proporcionados.

CARGA HORARIA: 100 hs

COSTO: Argentina: $1.700; Brasil: 800 Reales; Otros Países: U$D500 ó EUR370

PROGRAMA ANALÍTICO E MAIORES INFORMAÇÕES: www.programa-ambiente.com.ar

PRE-INSCRIÇÃO E CONSULTAS: correo@programa-ambiente.com.ar

CUPO LIMITADO

9 de outubro de 2011

Saiu o primeiro manual universitário de etnobiologia!

Acaba de ser colocado no mercado internacional o primeiro manual sobre etnobiologia destinado aos estudantes do ensino superior. A obra apresenta o ‘estado de arte’ desta área científica que estuda o resultado da interacção entre as sociedades humanas tradicionais e os seus recursos biológicos.

O livro é composto por 22 capítulos que dissertam sobre vários temas como a etnozoologia, a etnobotânica, a etnoecologia, a etnobiologia linguística, a etnomicologia, estudos cognitivos, a arqueofauna, a simbologia das plantas, entre outros.Os autores dos capítulos são, na maioria, investigadores e professores norte-americanos e da Europa foram convidados cinco autores, nomeadamente Luís Mendonça de Carvalho, de Portugal.

O diretor do Museu Botânico, do Instituto Politécnico de Beja, escreveu o capítulo «The Symbolic Uses of Plants» que “disserta sobre o uso simbólico das plantas em diferentes contextos históricos e culturais”. Nele encontram-se “exemplos de criações culturais que atribuíram às plantas conceitos que explicam a evolução da mente humana e de como esta atribui continuamente novas dimensões aos recursos biológicos”, descreve ao Ciência Hoje.A ideia para este trabalho surgiu da necessidade de criar uma obra de referência sobre esta área científica que permita apresentar as metodologias e as atividades científicas desenvolvidas pelos investigadores que trabalham nos diversos campos da etnobiologia.“Esta necessidade é muito premente nas universidades anglo-saxônicas onde existe um crescente interesse pela etnobiologia”, afirma Luís Mendonça de Carvalho.Para o autor português “é de uma importância superior o registo e a conservação do conhecimento tradicional relativamente aos recursos biológicos, que poderá ser utilizado na recuperação de agroecossitemas, em estudos antropológicos, ecológicos, botânicos, linguísticos, etc.”.Os resultados deste livro “têm uma aplicação muito diversa, incluindo promover a conservação da etnobiodiversidade”, sublinha o investigador.



FONTE: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=51018&op=all

FISILOGIA ANIMAIS SELVAGENS


8 de outubro de 2011

Lei para proteger florestas não é exclusividade brasileira, mostra estudo


Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Em meio ao acirramento do debate sobre mudanças no Código Florestal, desta vez no Senado, ambientalistas se mobilizam para derrubar um dos argumentos mais usados pelos ruralistas para justificar as flexibilizações na lei: o de que a proteção de florestas é uma anomalia brasileira e que outros países já não estão empenhados na conservação da cobertura vegetal.
Pesquisadores do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e do ProForest, ligado à Universidade de Oxford, selecionaram 11 países para mostrar que a legislação florestal também é exigente em outras nações e que os proprietários de terras com floresta estão sujeitos a regras rígidas de conservação.
“Boa parte dos mantras ruralistas se mostrou completa falácia. Faltava desmistificar a ideia de que o Código Florestal é uma jabuticaba, que só existe no Brasil”, comparou o diretor da Campanha Amazônia, do Greenpeace, Paulo Adário, em referência a um comentário da senadora Kátia Abreu (PSD-TO). Ela disse que a legislação florestal criteriosa é uma exclusividade brasileira, como a frutinha nativa da Mata Atlântica.
O estudo traz informações sobre o percentual de cobertura florestal na Alemanha, China, nos Estados Unidos, na França, Holanda, Índia, Indonésia, no Japão, na Polônia, no Reino Unido e na Suécia.
Com exceção da Indonésia, onde até o ano passado as florestas públicas eram designadas como áreas de conversão para a agricultura, todos os países da lista registram manutenção ou aumento da cobertura vegetal entre 1950 e 2010, o que significa que houve esforços e investimentos para frear as derrubadas e recompor as áreas desmatadas.
“A perda de floresta é uma exceção. A regra hoje é manter e recuperar a cobertura vegetal”, avaliou o pesquisador sênior do Imazon, Adalberto Veríssimo, um dos coordenadores do estudo.
Na França, por exemplo, as florestas cobriam 21% do território do país em 1950 e em 2010 o percentual alcançou 29%. A conversão de qualquer área de mais de 4 hectares de floresta no país requer permissão do governo e só é concedida por razões ambientais.
Os pesquisadores também apontam casos em que o custo político ou econômico de manter a floresta é muito alto, como no Japão, em que a população vive quase confinada em pequenos territórios, mas não há expansão de cidades sobre áreas florestais. O país tem atualmente 69% de cobertura vegetal, e a lei japonesa não permite conversão da floresta, exceto em circunstâncias excepcionais.
Segundo Veríssimo, a trajetória do desmatamento nos países avaliados segue um padrão: as florestas são derrubadas até um ponto de estabilização da cobertura vegetal e, em seguida, começa um processo de recuperação, à medida que eles se desenvolvem. Para o pesquisador, o atual estágio de cobertura vegetal do Brasil, que tem 56% do território com florestas – nativas ou plantadas –  , já pode ser considerado o “fundo do poço”, o ponto que determina  a  mudança de trajetória rumo à recuperação.
“O Brasil está indo ladeira abaixo. E a atual discussão do Código Florestal caminha no sentido de permitir que o país continue nesse sentido. Se o ritmo for mantido, vamos chegar em 2020 com menos de 50% de florestas”, calculou.
Para os autores do estudo, a flexibilização do Código Florestal, como quer parte do setor agrícola representado pela bancada ruralista, poderá colocar o Brasil na contramão da tendência de retomada das florestas e pôr em risco compromissos internacionais assumidos pelo país, como a redução de emissões de gases de efeito estufa em até 38,9% até 2020. “O Brasil não fechará essa conta se não decidir o que quer fazer com as florestas. E manutenção de floresta é sempre uma opção política”, ponderou Veríssimo.
O declínio na proteção de áreas de Preservação Permanente (APPs) e a redução dos percentuais de reserva legal, como defendem os ruralistas, também acarretariam prejuízos econômicos, segundo Adário, do Greenpeace. “A aprovação de um código permissivo pode prejudicar o Brasil no mercado internacional. O mundo de hoje não é o mundo pré-industrial. As decisões têm implicações globais. A proteção das florestas é também uma proteção de mercado”, comparou.



FONTE: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-10-07/lei-para-proteger-florestas-nao-e-exclusividade-brasileira-mostra-estudo
FONTE: 

Mini cursos XIV COLACMAR


5 de outubro de 2011

“Dizem que mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda…”

Quando cantou isso, Erasmo Carlos não sabia que estava tão certo. 

De acordo com um novo estudo, o sexo feminino é geneticamente programado para resistir melhor a infecções, ao câncer e também possui um sistema de reserva para combater doenças. 

A descoberta lança luz sobre por que os membros do chamado sexo “mais forte” sucumbem a uma gripinha. 

Os seus sistemas de imunidade não são páreos para os de suas esposas e namoradas, por causa do cromossomo feminino X. 

A razão pela qual as mulheres são mais vigorosas parece ter a ver com microRNAs – cadeias curtas de RNA codificado no cromossomo. RNA é o primo genético do DNA e pode ter importantes efeitos biológicos. 

Os microRNAs têm o efeito de “silenciar” genes de imunidade no cromossomo X, de acordo com a nova pesquisa. 

Isso deixa os homens em desvantagem já que eles só têm um cromossomo X. As mulheres têm dois, de modo que mesmo quando os genes de imunidade são silenciados em um, o outro pode compensar. 

As estatísticas mostram que em humanos, assim como acontece com outros mamíferos, as fêmeas vivem mais do que os machos e são mais capazes de lutar contra episódios de infecção ou trauma. Os pesquisadores acreditam que é devido ao cromossomo X, que em humanos contém 10% de todos os microRNAs detectados até agora no genoma (código genético). 

Vários microRNAs localizados no cromossomo X parecem ter funções importantes na imunidade e no câncer. 

Do ponto de vista biológico, a diferença provavelmente evoluiu porque as mulheres precisam assegurar mais a sobrevivência da espécie. Elas precisam ser capazes de resistir à infecção durante a gravidez e quando nutrem uma criança. 

Mulheres frágeis? É, mentira absurda. 



Fonte(Referências): http://hypescience.com/nao-mulheres-nao-sao-o-sexo-fragil/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29 
Por Patricia Herman, HypeScience

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